Vantagens e desvantagens de um seguro de proteção ao crédito

Quando se contrata um crédito, uma das condições colocadas em cima da mesa pode ser um seguro de proteção ao crédito. Ainda que não seja uma condição obrigatória para este tipo de contratos, há instituições que o exigem. Mas, exigido ou não, importa saber exatamente o que é e quais as vantagens e desvantagens.

Publicado por Finanças | 0
Seguro de proteção ao crédito

Um seguro de proteção ao crédito é uma proteção que visa salvaguardar as situações em que há uma redução dos rendimentos por um conjunto de motivos possíveis: por uma baixa médica, uma situação de desemprego ou mesmo haver atrasos no pagamento dos salários. Nestes casos, como o segurado não tem condições para pagar as prestações é a seguradora que o faz enquanto a situação de baixa de rendimentos se verifica.

Parece uma solução interessante, até porque é difícil prever algumas destas situações e, assim, não há o risco de entrar em incumprimento. Mas uma leitura mais atenta aos contratos de seguro que são apresentados pelas várias instituições pode fazer pensar duas vezes sobre se vale mesmo a pena acrescentar mais este encargo aos custos do crédito.

Importa, por isso, analisar bem as vantagens e desvantagens deste tipo de seguro.

Vantagens do seguro de proteção ao crédito

- Evitar situações de incumprimento das prestações do crédito à instituição financeira.

- Cobrir situações imprevisíveis relacionadas com a saúde ou com o emprego e que levam à quebra do rendimento.

- Facilitar o processo de aprovação do crédito.

- Em situações de incapacidade temporária por um período superior a 30 dias as prestações são pagas pela seguradora.

- Havendo uma situação de desemprego que se verifica há mais de 30 dias e se o segurado estiver inscrito no centro de emprego, a seguradora assume o pagamento das prestações até ao limite de seis meses por sinistro e um máximo 12 a 36 meses por contrato.

- Os casos de desemprego incluem as situações de despedimento coletivo e extinção do posto de trabalho.

Desvantagens do seguro de proteção ao crédito

- É, à partida, um encargo adicional ao crédito, havendo mesmo casos em que o próprio seguro ao crédito é financiado, o que faz aumentar a fatia de juros.

- Os preços são muito variáveis de instituição para instituição. A DECO dá o exemplo de um seguro para cobrir um crédito pessoal no valor de 10 mil euros, a amortizar em cinco anos que, dependendo da instituição, pode variar entre valores abaixo de 400 euros como ser superior a 1.000 euros.

- Os limites de indemnização são demasiado reduzidos para vários contratos de crédito.

- Apresenta muitas restrições para que o seguro possa ser ativado.

- Grande parte dos seguros tem um período de carência de 60 dias, pelo que só pode ser ativado passado esse tempo. Além disso, depois de ativado só pode ser reativado passados alguns meses depois, por regra seis meses.

- As situações de desemprego abrangem apenas os trabalhadores por conta de outrem e excluem os casos em que o trabalhador invoca despedimento por justa causa.

- Uma vez subscrito torna-se difícil desistir do seguro, uma vez que isso pode levar à alteração das condições do crédito.

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