Comércio Investe apoia modernização de pequenos negócios

Quem tem um pequeno comércio e precisa de o modernizar tem à sua disposição um programa de incentivos chamado Comércio Investe, que se insere no âmbito dos apoios comunitários. Este programa apoia projetos individuais, mas também projetos que envolvem várias empresas e associações do setor. Só as micro e pequenas empresas que querem avançar com a modernização do seu comércio podem recorrer individualmente ao Comércio Investe para cobrir uma variedade de despesas.

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Despesas

- Equipamentos e software que dão suporte à atividade, como por exemplo investimentos em tecnologias de informação, comunicações, sistemas de segurança ou dinamização dos serviços pós-venda.

- Equipamento e mobiliário destinados a áreas de venda ao público que melhorem a imagem ou mesmo a apresentação dos produtos.

- Software e conceção de conteúdos para dinamizar a presença online dos negócios, nomeadamente áreas de comércio eletrónico.

- Serviços de assistência nas áreas de decoração, design de interiores ou mesmo tradução de conteúdos.

- Processos de certificação de sistemas, produtos e serviços.

- Criação e proteção da propriedade intelectual.

- Requalificação de fachadas, remodelação de áreas de venda ao público.

- Estudos, diagnósticos, conceção de imagem ou projetos de arquitetura.

- Intervenção de Técnico Oficial de Contas (TOC) ou Revisor Oficial de Contas.

Tendo este tipo de despesas, as empresas têm de estar atentas à abertura de concursos, cujas regras são definidas por despacho do Ministério da Economia e dadas a conhecer na página do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas IAPMEI. Os incentivos não são reembolsáveis e cobrem apenas 40% das despesas elegíveis, não podendo ultrapassar o valor de 35 mil euros por projeto individual, segundo a portaria que regulamenta este incentivo. Além disso, são impostos limites a algumas áreas de investimento. A boa notícia é que é atribuída uma majoração aos projetos que conseguem ter uma boa execução.

Algumas condições que as empresas têm de respeitar

- Demonstrar que dispõem das fontes de financiamento do projeto, sendo que pelo menos 20% do montante do investimento elegível deve ser proveniente de capitais próprios;

- Ter um prazo de execução até 12 meses a contar da data de publicação na página do IAPMEI;

- Não incluir despesas que sejam anteriores à data das candidaturas, com exceção de adiantamentos para sinalização;

- Ter um investimento mínimo exigível de 15 mil euros.

Uma vez que as empresas nem sempre têm capital para cobrir a parte das despesas que não é abrangida pelo apoio, a solução pode passar por recorrer a financiamento bancário. Há vários bancos que disponibilizam linhas de crédito em protocolo com as Sociedades de Garantia Mútua, o IAPMEI e a PME Investimentos.

Para além dos projetos individuais, podem também candidatar-se a este incentivo projetos promovidos por associações de comércio para valorizar áreas comerciais em espaços urbanos. Nestes casos, há regras próprias.

Saiba mais sobre outros subsídios a que poderá ter acesso em 2017.

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