Seguro de Proteção ao crédito: vantagens e desvantagens

Os azares acontecem. A vida e os compromissos estão organizados tendo em conta um rendimento estável mas, de repente, acontece uma situação inesperada. Uma doença ou desemprego, por exemplo, são situações inesperadas com consequências no rendimento familiar. O que fazer quando se tem um crédito para pagar?

Publicado por Finanças | 0
seguro proteção ao crédito

Uma das alternativas é ter um seguro de proteção ao crédito. A função deste seguro é cobrir os encargos associados a um crédito quando há quebra de rendimentos. Esta redução de rendimentos pode acontecer em situações de desemprego, redução de salários, internamento hospitalar, baixa médica por incapacidade temporária, invalidez ou mesmo por falecimento. Nestes casos, será a seguradora a pagar as prestações.

O seguro de proteção de crédito não é obrigatório, mas há instituições que o exigem e, caso este requisito não seja contemplado, podem alterar as condições de crédito. Por regra, há lugar a um pagamento único, que é feito no início do contrato. O próprio seguro pode também ser financiado, mas neste caso é preciso ter em atenção que há lugar ao pagamento de juros.

Quais são as condições de ativação do seguro?

As regras são muito variadas consoante a situação e, mesmo quando falamos de situações semelhantes, as seguradoras podem ter regras diferentes. Por exemplo, se o desemprego for motivado por iniciativa do trabalhador, ainda que com justa causa, há seguros que não se aplicam.

Em qualquer das situações, é importante consultar com atenção todas condições do crédito e avaliar se aquilo que se paga será compensador em caso de quebra de rendimentos, ou se os requisitos são tão apertados que será difícil retirar vantagens.

Vantagens do seguro

  • Precaver situações inesperadas em que as pessoas não conseguem cumprir as suas obrigações por situações involuntárias.
  • Reduzir o impacto dos cenários de incerteza.
  • Evitar situações futuras em que, por incumprimento de crédito, sejam vedadas outras oportunidades de contratar créditos.

Desvantagens do seguro

  • Tem demasiadas restrições à ativação das coberturas. Há casos em que se exige como condição não auferir, nem ter solicitado um subsídio.
  • Os preços são geralmente elevados. Segundo a DECO, um seguro que cubra desemprego, hospitalização ou baixa médica para garantir um crédito pessoal de 10 mil euros, a amortizar em cinco anos, tanto pode custar menos de 400 euros, como ultrapassar os 1000 euros.
  • Para poder acionar o seguro tem de passar, por regra, um período de carência de 60 dias após a data do contrato.
  • Para reutilizar o seguro pode ser exigido um período de requalificação de seis meses após a última utilização.
  • Os limites de indemnização são por vezes tão reduzidos que as apólices podem revelar-se inúteis. Por exemplo, em caso de desemprego os seguros cobrem normalmente um período máximo de seis meses.
  • Em caso de incapacidade, o período de incapacitação deve ser superior a 30 dias, caso contrário, o seguro pode não garantir as coberturas.

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