Saldos ou como evitar enganos

São muitos os que esperam que cheguem os saldos para efetuar compras de produtos que, noutras épocas do ano, têm um preço muito elevado. As lojas sabem da necessidade de poupança dos seus clientes e oferecem saldos atraentes nestas épocas do ano. Cartazes com grandes números indicando descontos entre 50 a 70% (ou mais, nalgumas ocasiões) são a publicidade principal para captar a atenção de todos. Neste período, conseguir uma pechincha é o objetivo de muitos, mas há que ter cuidado. Não deixe que o enganem com preços que podem ser muito baratos em produtos que não precisa e que, em momento algum, tinha pensado em comprar.

Publicado por Finanças | 0
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Não seja enganado no preço com os saldos

Na época dos saldos, um dos sistemas utilizados por muitas lojas é a falsificação dos preços originais dos produtos. A normativa estabelece que, nestas datas, tem que ser incluído nas etiquetas o preço que o produto tinha anteriormente e o que tem nesse momento. Esta obrigação é na realidade cumprida mas o que não é verdadeiro é que o preço original seja o que está marcado na etiqueta. As organizações de consumidores estão a lutar para que as inspeções levadas a cabo nos estabelecimentos comprovem com maior rigor esta circunstância, mas há que estar atento a esse aspeto e se puder conhecer o preço anteriormente, poderá ter um critério fiável para se assegurar de que o desconto é real.

 

Outro aspeto importante é a duração do tempo dos saldos. Normalmente, os estabelecimentos anunciam descontos durante um período relativamente longo, mas se entrar na loja poderá verificar que a grande maioria de preços corresponde a produtos de nova temporada sendo que somente alguns deles estão em saldo. Neste aspeto a normativa regula que, para que uma loja possa anunciar que está em período de saldos, pelo menos a metade dos produtos colocados à venda tem que ter algum tipo de desconto.

Regras a seguir em período de saldos

Se não quiser que este período de compras diminua consideravelmente as suas poupanças, deverá seguir uma série de regras na altura de visitar as lojas:

- Fazer uma lista do que deseja comprar é uma boa prática, embora seja difícil comprar somente o que está na lista porque há produtos que não estão em saldo ou existem muitos outros que estão a um bom preço e não estão incluídos na sua lista pessoal.

- Determinar o montante total a gastar é outra técnica que o pode ajudar a não comprar de uma forma compulsiva e sem controlo.

- É imprescindível guardar todos os talões para efetuar posteriores reclamações e devoluções. Desta forma, pode assegurar-se de que não ficará com nenhum produto não desejado.

- Aguarde pelos segundos ou terceiros saldos onde realmente poderá encontrar verdadeiras pechinchas.

- Utilize o cartão de débito ou dinheiro em espécie para pagar as suas compras. Utilizar o cartão de crédito poderá fazer com que o orçamento feito para estas compras seja ultrapassado.

Garantia, devoluções e reclamações

O primeiro aspeto que deve ter em conta, ao comprar nestas datas, é que não se podem vender produtos defeituosos a não ser que estejam expressamente assinalados como saldos. É aplicada a mesma obrigatoriedade de informação às várias formas de pagamento que o estabelecimento admite. Estas terão que estar devidamente anunciadas, para que todos os clientes saibam quais são essas condições. Se, normalmente, são admitidos cartões e não é indicado claramente o contrário, poderá apresentar uma reclamação no caso de não serem aceites.

A garantia em novos produtos não muda, mesmo se o seu preço for de saldo. Terá o direito a reclamar, se essa garantia não for aplicada. Neste período de desconto, as políticas de devoluções podem alterar. Novamente, a condição que deverá observar é de que estas políticas estejam ao alcance do cliente. Se assim não for, devem-se aplicar as mesmas políticas aplicadas durante todo o ano. Caso o produto não esteja em bom estado, tem sempre o direito a que lhe devolvam o dinheiro, independentemente das políticas anunciadas pela loja.

Se tiver o talão de compra, poderá sempre reclamar mas se, além disso, considerar que a lei não está a ser cumprida, todos os estabelecimentos são obrigados a ter um livro de reclamações. Preencha-o e envie os originais à Direção Geral do Consumidor ou ao Serviço Municipal de Informação ao Consumidor. Estes organismos encarregar-se-ão de tratar da sua reclamação. Em caso de dúvida, poderá consultar qualquer organização de consumidores. 

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