Resoluções de ano novo para a economia portuguesa

Ano novo é sempre sinónimo de novas resoluções. Acontece assim com as pessoas e com as organizações. O governo não é exceção. Traçou metas políticas, mas também vários objetivos económicos para pôr o país numa trajetória de crescimento. O que esperar, então, de 2017?

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Resoluçoes Ano Novo

Uma economia a crescer mais

A economia nacional tem como meta crescer mais em 2017 (1,5%), quando comparado com o ano anterior. Os dados de 2016 ainda não estão fechados, mas o governo estima que o PIB terá registado uma expansão de 1,2% no ano passado.

Os preços a subir

Há vários anos que o Banco Central Europeu está a combater a estagnação dos preços com políticas monetárias de estímulo, que ainda serão abundantes este ano. No entanto, o crescimento dos preços continua aquém da meta de inflação do BCE de abaixo mas perto de 2%. No que diz respeito a Portugal, esse número estará mais perto em 2017: a meta é de 1,5%, (foi 0,8% em 2016, segundo as estimativas). Para isso não é alheia a recuperação dos preços do petróleo, estimada para este ano.

Ter menos desempregados

O objetivo para 2017 é que a taxa de desemprego continue a traçar a linha descendente que já se nota desde 2015. Segundo o Orçamento do Estado para 2017, a taxa cairá para 10,3% este ano, em relação à estimativa de 11,2% que é apontada para 2016. O governo prevê ainda aumento da produtividade e maior crescimento do emprego.

Exportar mais

As exportações foram, muitas vezes, apontadas como a tábua de salvação da economia nacional sobretudo durante os piores anos da crise financeira. Ainda que a procura interna tenha recuperado nos últimos anos, por via de um maior reequilíbrio da economia, a verdade é que o aumento das vendas ao exterior continua a ser uma meta estratégica para o país. Para 2017, espera-se que a procura externa cresça 4,2%, depois de 3,1% em 2016 e de 6,1% em 2015.

Empresas a investir mais

As estimativas do governo são otimistas e referem que as empresas nacionais vão investir mais em 2017. Segundo o governo, isso tem por base os sinais de aumento da capacidade produtiva, mas também de modernização. Importante para que isso acontece será a saúde da banca nacional, que ainda está num processo de transformação e de recuperação, e a sua capacidade para financiar a economia.

Menos défice e menos dívida

Uma das tarefas mais complexas do país é equilibrar as contas públicas e reduzir os níveis de endividamento. Tem sido assim ao longo dos últimos anos e vai continuar a sê-lo em 2017. Segundo o Governo, 2016 terá sido o ano em que o valor do défice ficou finalmente abaixo dos 3% do PIB, cumprindo assim as regras da União Europeia. O primeiro-ministro garantiu que não excederá os 2,3%. Para 2017, o objetivo é recuar para 1,6%. Aliado a isso, está a tarefa de reduzir a dívida nacional, que ainda continua perto de 130% do PIB.

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