Desemprego em Portugal volta a níveis pré-crise

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) acredita que a taxa de emprego recuperará os níveis que tinha antes da crise, no entanto, para que tal aconteça é preciso que os países criem condições para melhorar a qualidade do emprego e por conseguinte evitem as desigualdades de oportunidades tantas vezes fundadas em questões de género, de escolaridade e de idade.

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Desemprego em Portugal

Portugal na OCDE

Segundo os últimos dados da OCDE, a taxa de emprego em Portugal subiu 0,4% no primeiro trimestre de 2017, apresentando-se, agora, nos 66,7%, revendo as estimativas de 2016 em positiva, que davam uma previsão de 61%, para 2017. De lembrar que no final de 2007, antes de se instalar a crise, Portugal apresentava a maior taxa de emprego da Europa (63,5%).

Em maio deste ano, a taxa de desemprego tinha descido uma décima, apresentando-se nos 9,4%. No entanto, a taxa de desemprego jovem continua a merecer preocupação, tendo progredido de 23,8%, em abril para 24,6%, em maio.

Emprego pelo mundo

Para a OCDE, a taxa de emprego (percentagem de pessoas em idade laboral empregadas) tem vindo a registar valores positivos. Na zona euro, o crescimento médio foi de duas décimas, mantendo-se em valores relativos de 65,9%. Vários países europeus são exemplo desta franca evolução: a Estónia (+ 1,7% para 73,8%); a Eslovénia (+ 1,4% para 68,1%); a Irlanda (+ 1% para 66%; a Grécia (+ 0,6% para 52,7%); o Reino Unido (+ 0,2% para 73,9%); e a Espanha (+ 0,4% para 60,4%).

Fora da Europa, as maiores subidas na taxa de desemprego registaram-se: no Canadá (0,4% agora com 73,3%); no México (0,4% atualmente com 61,4%), no Japão (0,3% agora com 75%); na Turquia (mais 0,3% para 50,9%); na Coreia do Sul (mais duas décimas, o que representa 66,5%; e nos Estados Unidos (mais 0,3% agora com 69,8%).

Os países com as taxas de atividade mais baixas da OCDE eram no primeiro trimestre deste ano a Turquia com 50,9%, a Grécia com 52,7%, a Itália com 57,7% e a Espanha com 60,4%.

O relatório 'Perspectivas do Emprego 2017' divulgado pela OCDE, a 13 de junho, calcula que o emprego, em Portugal, supere os níveis pré-crise, como efetivamente está.

Algumas caraterísticas do emprego em Portugal

- Acordos coletivos regulados por lei.

- Mediação setorial dos acordos coletivos.

- Predominância do sindicalismo.

- Relações laborais de qualidade média.

- As mulheres recebem em média 19% menos que os homens.

- Um trabalhador com escolaridade média ganha menos 68% que um trabalhador com ensino superior.

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