Conheça as 3 principais despesas das famílias portuguesas

Com base nos dados do Inquérito às Despesas das Famílias 2015 /2016, as despesas com habitação, alimentação e transportes consumiam 60% do orçamento familiar, mais 3,3% do que no inquérito anterior de 2010/2011.

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Despesas das famílias portuguesas

No âmbito do estudo do consumo das famílias portuguesas, verificava-se que as despesas com “Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis” aumentaram de 19,8% (2000) para 31,9%; ao passo que as despesas com “Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas” reduziram de 18,7% (2000) para 14,3%, embora tenham sofrido um ligeiro aumento desde 2010/2011 (13,3%). Quanto às despesas com “Transportes”, refletiam 14,1% dos compromissos dos portugueses.

Assimetrias regionais

Quando comparadas as várias regiões de Portugal, a Área Metropolitana de Lisboa apresentava uma despesa média de 23.148€, bem acima da média nacional (20.363€); em contraponto com os Açores bem abaixo (16.856€).

Se as despesas eram maiores, em Lisboa, os rendimentos também o eram (28.101€), superiores até à média nacional de 23.635€. No entanto, a Região Centro surgia como a região com o rendimento mais baixo do país (21.100€).

Independentemente do grau de ruralidade da região, os padrões de consumo seguiam a lógica nacional - 1.º habitação; 2.º alimentação; 3.º transportes - , embora a distância aos centros urbanos acentuasse o peso das despesas familiares num total de 64% distribuídos por habitação (32,4%), alimentação(16,4%) e transportes (15,0%). A importância das despesas nas zonas rurais era tanto mais acentuada pelos valores que o rendimento total líquido anual médio das famílias apresentava (18 397€), isto é, menos 22,2% do que a média nacional.

É importante salientar que agregados familiares com crianças despendiam cerca de 25254€/ ano, 44% mais do que agregados sem crianças dependentes (17 494€). Esta diferença é visível no item “Ensino” com gastos oito vezes maiores (1 030€ para 123€ nos agregados sem crianças); conquanto na área da “saúde”, famílias sem crianças gastaram mais 1,9% do que as que tinham crianças. Curiosamente, em agregados com idosos adultos, as despesas foram inferiores, qualquer que fosse o número de adultos que o agregado registasse.

Rendimento não monetário

Cada vez mais o rendimento não monetário resultante do autoconsumo, autoabastecimento, autolocação, dos recebimentos e salários em géneros tem impacto na supressão das desigualdades de rendimentos das famílias portuguesas, sobretudo nos locais mais rurais do país, servindo para diminuir o risco de pobreza muito mais expressivo nas regiões dos Açores e da Madeira.

De cinco em cinco anos, o Instituto Nacional de Estatística divulga os resultados do Inquérito às Despesas das Famílias (IDEF), donde se pode depreender sobre o tipo de despesas dos portugueses, sobre os seus rendimentos e sobre a influência da urbanidade nos padrões de consumo.

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