Subida nos preços dos combustíveis

Em plena época de férias, quando mais se usa o carro para fazer longas viagens, os portugueses assistiram a um aumento da fatura dos combustíveis. A que se deve esta tendência de subida?

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Preços dos combustíveis estão cada vez mais caros

Desde meados de julho que os preços dos combustíveis têm vindo a registar uma trajetória ascendente. A tendência era de antecipar para quem está atento aos preços do petróleo nos mercados internacionais desde finais de junho até meados de agosto.

O preço do barril de petróleo Brent caiu abaixo dos 45 dólares por barril na segunda metade de junho e atualmente está a negociar perto dos 51 dólares. Já o crude WTI, depois de cair abaixo dos 42 dólares por barril na mesma altura, está a negociar em torno dos 47 dólares, tendo mesmo subido acima dos 50 dólares durante esta trajetória.

Os preços da matéria-prima nos mercados internacionais vão oscilando, mas a verdade é que a tendência dominante tem sido de subida, o que se reflete nos preços que os portugueses pagam quando vão à bomba.

Como tem evoluído os preços na bomba?

A Direção Geral de Energia e Geologia pública os valores a que estão as ser comercializados os vários tipos de combustível. Através destes dados é possível constatar que houve também neste caso uma trajetória ascendente, com oscilações.

O preço médio da Gasolina 95 passou de valores abaixo de 1,47 euros por litro na segunda metade de junho para quase 1,48 em meados de agosto. Já no caso do Gasóleo simples, esta passou de valores pouco acima de 1,22 euros por litro para mais de 1,25 no mesmo período de tempo.

Que fatores têm determinado a subida?

O aumento das reservas de crude nos EUA é um dos motivos que tem dado algum suporte aos preços, isto num país que tem também aumentado a produção do petróleo de xisto.

Por outro lado, continua em vigor o acordo entre os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, ou OPEP, com o objetivo de reduzir o excesso de oferta, que continua a existir no mercado global. Apesar de existirem algumas dúvidas sobre a eficácia deste acordo, a verdade é que vai ser aplicado até ao final do primeiro trimestre de 2018 com impacto nos preços do crude.

O peso na carteira dos europeus só não foi mais acentuado devido à valorização do euro em relação ao dólar, que tem servido de contrabalanço. Com uma moeda mais forte, os europeus acabaram por compensar o acréscimo do valor do petróleo, o que de algum modo aliviou o impacto da subida.

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