Sabes a qual a quantidade de energia que podes poupar num condomínio?

A convivência e harmonia entre todos é uma das chaves para que, no seu condomínio, se respire um bom ambiente. E a poupança é um dos aspetos mais importantes para garantir esta boa convivência. Há muitas formas de poupar num condomínio (especialmente ao nível da energia). De facto, a luz é um das despesas mais frequentes no nosso prédio, uma vez que está praticamente sempre acesa (já para não falar do uso do elevador). Vamos ver como poupar no condomínio.

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Poupe com lâmpadas de baixo consumo

Se quiser poupar na fatura energética, pode começar com as lâmpadas de baixo consumo. Sobretudo, as lâmpadas que passam horas acesas. Apesar de que no momento da compra, elas sejam um pouco mais caras que as comuns, a sua vida útil é muito mais longa (e contaminam menos), sendo portanto um bom investimento a longo prazo. Para zonas pouco movimentadas (tais como sótãos ou caves, a entrada no terraço ou a sala dos contadores), as lâmpadas de indução têm uma vida útil longa e não precisam de muita manutenção.

Para iluminar o exterior do edifício o ideal é utilizar relógios programadores, para as luzes acenderem e apagar quando for necessário. Desta maneira evitará que estejam acesas quando ainda existe claridade. Uma alternativa muito válida são as células fotoelétricas. De noite, o condomínio tem muito menos vida e, embora exista sempre aquele vizinho que vai para o trabalho às 5 da manhã ou volta de uma festa de madrugada, pode desligar ou reduzir o nível de iluminação das zonas pouco utilizadas.

Colaboração dos moradores

Se quiserem poupar na fatura da luz, todos os moradores têm que se mentalizar em dar o seu contributo. Por exemplo, utilizar o elevador com responsabilidade. Por exemplo, se existem vários elevadores, basta chamar só um - o que estiver mais perto - e, se for possível, utilizem as escadas. É mais saudável. Se utilizarem baterias de condensadores, em vez do motor elétrico do elevador ou das bombas de pressão, também reduzirão o consumo energético.

Outra forma de poupar energia passa por não acender as luzes ou deixá-las acesas quando não fizerem falta. Será sempre melhor instalar luzes que se apaguem automaticamente do que luzes fixas. Também pode poupar energia setorizando a iluminação. Muitos condomínios instalaram detetores de presença ou temporizadores eletrónicos que detetam a presença dos moradores. Acendem quando passam e apagam-se quando se vão embora. Portanto, só se acendem as luzes necessárias e não as de todos os andares ao mesmo tempo. Lembre-se de que, para obter um rendimento máximo, terá que ter os candeeiros e as lâmpadas limpas, sendo portanto preciso, periodicamente, estar ao corrente do seu estado. Caso contrário, poderá perder até 10% da sua iluminação.

Manutenção das zonas comuns

Consideremos agora um aspeto que muitas vezes descuidamos, mas que nos pode sair muito caro, até o dobro: a manutenção do equipamento do nosso condomínio. Um elevador, uma caldeira, um quadro elétrico ou um intercomunicador em mau estado podem pressupor uma despesa de energia desnecessária da qual, nalgumas ocasiões, não somos conscientes. O erro pode prolongar-se durante meses, sendo portanto muito importante cumprir com todas as revisões e assegurar de que a manutenção é a correta. Senão, a reparação poderá também sair muito cara.

Na altura de adaptar o nosso condomínio para que ele seja energeticamente mais eficaz, poderá recorrer às ajudas e subsídios oficiais. Existem bonificações para a instalação de elevadores ou caldeiras; ou seja, solicitar estas ajudas reduzirá consideravelmente o custo das obras que devem ser feitas obrigatoriamente e que vão permitir poupar uma quantia importante nas despesas de condomínio.

Aquecimento central como melhor opção

O aquecimento central é sempre mais eficaz do que os sistemas individuais, pelo que, se tiver que mudar a instalação do edifício, deverá ter em conta esta questão. Em qualquer caso, lembre-se de que, para evitar perdas de calor e energia, é imprescindível que as canalizações que passam pela fachada ou cobertura do edifício estejam bem isoladas. Quanto à temperatura, a mesma deve estar entre os 19ºC e 21ºC e é necessário purgar os radiadores de água de vez em quando para permitir uma correta transmissão do calor.

Finalmente, recomendamos fazer um estudo de consumo que permita descobrir onde se localizam as despesas de energia mais graves. Por muito que cada inquilino contribua, a percentagem de despesa mais elevada de luz não tem nada que ver com a atitude de cada um, dado que se trata de uma despesa fixa. Talvez possa contratar menos potência, o que permitirá poupar dinheiro mensalmente e ter o condomínio igualmente bem iluminado. Com estas medidas, pouco a pouco, notará a descida da fatura da luz e começará a poupar dinheiro, sempre bem-vindo, o qual poderá destinar a futuras despesas de condomínio.

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