Sabe porque não consegue poupar?

Um dos propósitos que mais pessoas fixam na sua vida é poupar. É uma intenção boa e muito inteligente, mas o que é certo é que para a maioria das pessoas isso torna-se muito complicado. Os motivos podem ser muitos e diversos: dívidas, rendimentos irregulares ou escassos, falta de controlo das despesas, etc. Mas a consequência está clara: não consegue poupar nada.

Publicado por Finanças | 0
nao consegue poupar

Por que é preciso poupar?

O motivo pelo qual escolhe poupar é uma questão de prioridades. Haverá quem o faça para viajar, estudar, comprar uma casa, pagar as despesas de um casamento ou contar com um apoio económico (caso surja algum imprevisto).

O importante é poder ter uma almofada económica que facilite as coisas no futuro. Onde cada um vai gastar dependerá das escolhas e dos encargos aos quais fazer frente.

O facto de não conseguir poupar cria nalgumas pessoas uma sensação de angústia e intranquilidade que lhes pode tornar a vida muito mais difícil.

Porque não consegue poupar?

Além de algumas barreiras que colocamos a nós mesmos, existem muitos fatores externos que nos impedem de poupar:

- A publicidade. Não podemos negar que a publicidade nos afeta e faz-nos pensar que precisamos de coisas que não são realmente assim tão imprescindíveis. Cremes, limpadores milagrosos e um carro mais moderno. Não são indispensáveis, mas é bombardeado constantemente com essas mensagens. A sua intenção é mostrar-lhe que, se comprar os seus produtos, terá uma melhor vida social, amorosa, laboral, económica, física…

Não deve cair no engano. A sua autoestima não vai melhorar por ter roupa nova ou os melhores sapatos nem vai conseguir um namorado ou namorada por usar aquele tal creme que lhe oferecem. Pense duas vezes antes de comprar qualquer coisa e interrogue-se se realmente precisa dela ou se a pode encontrar mais barata. Quando sentir o impulso de comprar qualquer coisa porque reparou nela, deixe passar um dia, antes de efetuar a compra e faça novamente a pergunta. Talvez a frio comprove que não a desejava assim tanto...

- As chamadas “despesas formiga”. São essas pequenas despesas que efetua quando está na rua e compra um pacote de pastilhas elásticas, o jornal, uma revista, um café ou uma cerveja. É claro que é preciso desfrutar da vida e também não se trata que sermos freiras de claustro, mas, se as contas não batem certo, deveríamos evitar estes gastos na medida do possível.

Se come fora de casa, o melhor será levar a comida preparada na noite anterior. Se sai com os seus amigos para beber uns copos, aconselhamo-lo a não esbanjar e é boa ideia não passear pelas lojas, mesmo que seja para passar tempo. Para se desligar, é preferível que vá para a natureza, longe de lugares que o incitem a gastar e onde possa conversar com a sua companheira ou com os seus filhos e amigos, para abster-se dos problemas.

- As falsas ofertas. Se pretende poupar, procure controlar os preços dos produtos que consome, com um catálogo ou com uma lista, uma vez que, nalgumas ocasiões, as lojas oferecem supostas ofertas que parecem fantásticas, não o são assim tanto. Por exemplo, uma alface que custava 0,90 € e, com a oferta, custa 0,85 €; ou um tablet que custava 209 € e, com a oferta, custa 208,75 €.

Observe bem se se tratam de preços por quilo ou se é rentável utilizar um 2x3 com um produto que possa caducar cedo ou não o utilize muito e não compre nada que não vai usar só porque está a um preço baixo.

Se souber o preço das coisas que costuma consumir, poderá controlar facilmente se as ofertas são reais ou, se por outro lado, são simples truques. Isto ser-lhe-á útil, sobretudo nas épocas em que as lojas fazem esforços para o empurrar para o consumismo mais exagerado: São Valentim, Natal, Pai Natal, o dia da Mãe... Nessas festas, os preços costumam disparar e a poupança costuma desaparecer.

Seja inteligente, vença todos os obstáculos e decida-se a poupar.
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