PDR 2020: Fundos comunitários mostram aposta na agricultura

Cada vez mais procurado como área de investimento, o setor agrícola está a ganhar uma maior importância no tecido económico português. Uma tendência que é comprovada pela procura que tem tido o Programa de Desenvolvimento Regional 2020

Publicado por Finanças | 0
PDR 2020: Fundos comunitários mostram aposta na agricultura

Os fortes incêndios que afetaram a região centro de Portugal durante o mês de junho trouxeram para cima da mesa a necessidade de reabilitar, com urgência, as zonas ardidas. Um ponto incontornável na discussão sobre este tema foi os fundos comunitários do Programa de Desenvolvimento Regional 2020.

Mas a recuperação das zonas afetadas pelos incêndios é apenas um dos muitos casos em que os fundos do chamado PDR 2020 são motivo de referência nos media. Alargar as zonas de rega do Alqueva ou lançamento de projetos inovadores na Agricultura nacional são outros casos recentes, num setor que tem registado um forte crescimento em Portugal.

O próprio PDR 2020 é prova disso. Segundo o ministro da Agricultura, só em 2015 este programa recebeu intenções de investimento iguais às dos sete anos do programa anterior, o PRODER. Capoulas Santos afirmou que estão contratados até ao momento mil milhões de euros do PDR 2020, sendo Portugal o quarto país com a melhor taxa de execução.

Há um “enorme otimismo” no setor, o que acaba por se traduzir numa “enorme apetência por investimento”, assegura o ministro, o que ajuda a explicar a procura pelos fundos do PDR 2020.

O Programa de Desenvolvimento Regional 2020 tem uma dotação orçamental global de 155 milhões de euros e está dividido em quatro áreas:

- Área 1 - Inovação e conhecimento: ações de formação, demonstrações, intercâmbios, visitas ou aconselhamento são algumas das atividades contempladas nesta área.

- Área 2 - Competitividade e organização de produção: os apoios aos jovens agricultores insere-se nesta área, mas também todos os projetos de investimento em explorações agrícolas, comercialização de produtos ou investimentos em infraestruturas, como é o caso dos regadios. É também nesta área que cabe o investimento em produtos florestais.

- Área 3 - Ambiente, eficiência no uso dos recursos e clima: os projetos relacionados com a agricultura biológica, o uso eficiente dos recursos (solo, água, etc.), a proteção de culturas e espécies juntam-se à proteção e reabilitação das florestas, entre os quais o restabelecimento da floresta quando esta é afetada por acontecimentos catastróficos.

- Área 4 - Desenvolvimento local: neste caso, cabem projetos como a renovação de aldeias, a promoção dos produtos de qualidade locais, a par de pequenos investimentos agrícolas.

O plano de candidaturas para 2017 já está publicado e pode ser acompanhado no site do Programa.

TAGS:

COMENTÁRIOS

20185
22701
5
0