Orçamento familiar na formação dos filhos

Os filhos representam uma grande fatia dos encargos financeiros das famílias. E se há prioridades quando se trata de saber o que dar aos filhos, uma delas é a educação. É um investimento que os pais fazem no futuro dos filhos e que começa a ser feito bem cedo.

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Olhando só para o ensino público obrigatório, as despesas podem rondar os 600 euros por ano, incluindo livros, material escolar, alimentação e seguro. Já se a opção for o ensino particular, os valores podem rondar os 5000 euros ou mais por ano escolar, dependendo da instituição de ensino, uma vez que é necessário acrescentar as mensalidades e a matrícula.

O importante é ter em mente que a tendência é de subida dos custos à medida que vão aumentando os anos de escolaridade e que, ao chegar ao ensino superior, estes podem disparar.

Até aos 5 anos

Nesta fase, se for possível ter o filho em casa aos cuidados de um familiar ou de alguém de confiança, esta será a melhor opção em termos de custos. Evitam-se gastos com mensalidades de uma creche ou de uma ama e a criança estará menos exposta a doenças. Por isso, os gastos no médico e na farmácia vão diminuir.

Se isso não for possível, a escolha de uma escola tem de ser feita tendo em conta a mensalidade, a localização e a idade da criança. A mensalidade será a fatia mais importante e aqui a opção pode ir para instituições de solidariedade social que cobram consoante os rendimentos dos pais ou para escolas privadas, em que a mensalidade pode ascender a centenas de euros.

Também é preciso ter em conta a localização. Se a opção recair sobre uma escola que fique muito distante, os encargos associados ao transporte disparam.

Dos 6 aos 9 anos

A partir dos seis anos, o ensino é obrigatório. As opções em termos de escolas públicas aumentam, o que pode fazer diminuir os encargos dos pais. As despesas para o ensino público incluem os livros, o material escolar, o seguro e a alimentação. Se for uma escola privada é preciso não esquecer que, para além das mensalidades, é preciso somar valores relacionados com inscrições ou matrículas.

Também é importante ter em conta o horário escolar, que pode implicar encargos adicionais com ocupação de tempos livres. Mesmo que não seja o caso, esta é a fase em que muitos pais optam por colocar os filhos em atividades extracurriculares, que fazem aumentar os encargos mensais. Natação, ballet, futebol, são apenas alguns exemplos.

Dos 10 aos 18 anos

Esta é a última fase do ensino obrigatório. Inclui dois ciclos de ensino e, para além das preocupações comuns com as fases anteriores, é importante ter em conta que há mais disciplinas e, por regra, os livros são mais caros.

Como a complexidades das matérias também aumenta, e nem sempre os pais conseguem acompanhar os filhos, poderá ser necessário adicionar despesas com explicações. 

Dos 18 aos 25 anos

Esta é a fase do ensino superior. Nas universidades públicas, a propina anual pode variar entre um mínimo de 689 euros e um máximo de cerca 1.060 euros. O valor depende de cada estabelecimento de ensino. Já no ensino privado, as mensalidades podem oscilar por regra entre 300 e 500 euros.

Se os alunos têm de sair do seu local de residência para frequentar a universidade, os encargos disparam. Isto sem esquecer os elevados gastos com livros e materiais.

No entanto, os alunos podem candidatar-se a apoios sociais e a bolsas de mérito das universidades e de outras instituições e organizações. Os apoios podem ir desde a isenção à redução de propinas, até à alimentação ou ao alojamento, outros encargos importantes. Para saber quais são as alternativas, o melhor é contactar os serviços de apoio social das instituições de ensino superior.

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