O que acontece se não pagar um empréstimo

Deixar de pagar um empréstimo pode ter sérias consequências para si e para o seu agregado familiar. Sujeita-se a juros moratórios, comissões por prestações não pagas e outros encargos com despesas realizadas com terceiros.

Publicado por Finanças | 0
acontece-nao-pagar-credito

O banco poderá propor uma renegociação da dívida, com novo financiamento ou alteração de prazo, mas é importante perceber que isto levará a um aumento da dívida e durante mais tempo. Se esta solução não resultar, a instituição de crédito poderá desencadear uma ação judicial contra si, com recurso a penhora de rendimentos ou bens, até que a dívida esteja totalmente saldada.

Finalmente, o incumprimento vai levar a que o seu nome conste da lista negra do Banco de Portugal, o que poderá inviabilizar o seu acesso futuro a outros financiamentos.

Programas de apoio ao sobre-endividamento

Se se encontrar em situação de sobre-endividamento, saiba que os clientes em dívida e os seus fiadores em situação de dificuldade financeira têm os seus direitos protegidos pela lei, através da ativação de programas de apoio ao sobre-endividamento, nomeadamente à Rede de Apoio ao Consumidor Endividado (RACE).

Plano de Ação para o Risco de Incumprimento (PARI)

Assim que previr entrar em incumprimento, deve comunicar à entidade de crédito e esclarecer-se sobre os seus direitos e deveres. Neste contexto, a instituição avalia a sua situação e propõe-lhe soluções de pagamento dentro da sua capacidade financeira, intenções e necessidades, ativando automaticamente o Plano de Ação para o Risco de Incumprimento.

Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento (PERSI)

Este procedimento pretende promover a negociação entre o devedor, o fiador e a instituição de crédito, encontrando soluções para resolver o incumprimento, antes de se recorrer à via judicial.

A qualquer momento, o cliente ou o fiador pode solicitar a abertura do procedimento. Mas tranquilize-se, pois entre 31 e 60 dias após o incumprimento da prestação, o procedimento inicia-se automaticamente. Durante este período, a instituição não pode resolver judicialmente o contrato de crédito; contudo se não houver vontade do cliente na negociação, a instituição pode extinguir o PERSI e avançar para tribunal. Portanto, evite as vias judiciais e privilegie a negociação.

Regime Extraordinário de Proteção de Devedores

No que respeita ao crédito à habitação própria permanente, os devedores estão protegidos legalmente pelo Regime Extraordinário de Proteção de Devedores durante o qual, o credor não pode recorrer à via judicial para executar o crédito.

Ressalve-se que este regime extraordinário findou a 1 de janeiro de 2016, todavia se apresentou requerimento até 31 de dezembro de 2015, continua a beneficiar desta medida.

COMENTÁRIOS

20185
22701
5
0