Mulheres reduzem diferenças no mercado de trabalho

Homens e mulheres continuam a contar histórias bem diferentes no mercado de trabalho. A realidade é ainda mais favorável ao universo masculino, mas nos últimos dez anos as mulheres têm feito um caminho de aproximação. As diferenças estão a atenuar-se, ainda que em alguns casos o processo seja lento.

Publicado por Finanças | 0
Mulheres reduzem diferenças no mercado de trabalho

As diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho são bem notórias quando olhamos para alguns setores de atividade. No setor da construção, apenas 9% dos trabalhadores são mulheres. Mas se olharmos para o setor das artes, entretenimento e lazer a fatia de mulheres dispara para 66%. Quanto a cargos de gestão, o setor feminino tem uma representação de 33%, segundo dados de um estudo do Instituto Europeu para a Igualdade de Género.

Ainda que não sejam tão díspares como há algumas décadas, as diferenças entre homens e mulheres ainda são notórias quando falamos em taxas de atividade, desemprego ou salários.

Domínio dos homens esbate-se no mercado de trabalho

Os homens continuam a dominar o mercado de trabalho, mas a percentagem de mulheres em idade ativa que está efetivamente a trabalhar começou a aproximar-se mais do cenário que se verifica entre a população masculina. Segundo dados de 2015, 81,2% dos homens em idade ativa estava no ativo, comparado com 72,8% das mulheres nas mesmas circunstâncias. A diferença é agora inferior a 10 pontos percentuais, quando em 2007 era superior a 12 pontos percentuais.

Níveis de desemprego mais próximos entre os géneros

Os níveis de desemprego também mostram uma tendência de aproximação dos géneros nos últimos 10 anos. A taxa de desemprego foi de 11,1% em 2016, sendo que entre os homens foi de 11,0% e entre as mulheres de 11,2%. Este é um cenário bem diferente do que acontecia em 2007. Nessa altura, para uma taxa de desemprego nacional de 8%, a realidade entre o universo masculino era de 6,6% e de 9,5% entre o universo feminino.

Salários aproximam-se a passos lentos

Os homens ganham mais, em média, do que as mulheres. Era assim em 2007 e continua a sê-lo atualmente.  O salário médio de um homem é superior a 1200 euros e de uma mulher é de cerca de 967 euros. Contas feitas, os homens ganham em média mais 200 euros do que as mulheres. A diferença continua a ser elevada, mas mais uma vez as mulheres estão a fazer um caminho de aproximação ainda que lento: enquanto o salário médio dos homens aumentou pouco mais de 13% entre 2007 e 2015, entre as mulheres o aumento do salário médio foi de quase 17%.

As mulheres trabalham mais horas

Apesar de ganharem menos, as mulheres somam mais horas de trabalho do que os homens. Olhando para o conjunto de trabalho pago e não pago das pessoas com atividade profissional, as mulheres trabalham em cada dia útil mais 1h13m do que os homens, conclui o estudo Os Usos do Tempo de Homens e Mulheres em Portugal. Segundo dados da Organização Mundial de Trabalho as mulheres que trabalham têm um total de trabalho remunerado por dia de 8 horas e 9 minutos, em comparação com 7 horas e 36 minutos dos homens.

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