Investimento em Eólicas na Europa e Portugal

Segundo a associação Windy Energy, que representa a indústria do setor eólico a nível europeu, em 2016, o investimento em eólicas, na Europa, cresceu 5% e atingiu os 27 500 milhões de euros. Só o Reino Unido foi responsável pelo investimento de cerca de 12 700 milhões de euros.

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Investimento em Eólicas na Europa e Portugal

Foram instalados mais de 12,5 gigawatts de capacidade de produção por toda a Europa, representando assim cerca de metade de toda a nova capacidade de produção elétrica que entrou em operação no ano anterior. 10,9 gigawatts representaram investimentos em terra e 1,6 gigawatts investimentos no mar. Esta discrepância verifica-se porque a tecnologia em terra já é mais barata. Mesmo assim, o investimento nos parques eólicos em terra caiu 29%, para os 9300 milhões de euros, a primeira queda em cinco anos. Relativamente aos parques no mar, os investimentos aumentaram 39%, atingindo os 18 200 milhões de euros. Num projeto liderado pela EDP Renováveis, Portugal está em vias de ter o primeiro parque com três aerogeradores em fase de pré-comercial, em Viana do Castelo.

Segundo a associação Wind Europe, em 2016, houve cinco países que bateram os seus próprios recordes de investimento em eólicas: França, Holanda, Finlândia, Irlanda e Lituânia, mas foram os alemães que se destacaram na criação de parques eólicos, concentrando 44% da nova capacidade. Por outro lado, 15 estados-membros não realizaram qualquer investimento no setor eólico, em 2016. No que diz respeito a Portugal, foram instalados 268 megawatts, representando um aumento de 2,1% em relação a 2015.

Apesar de a energia eólica se encontrar apenas atrás do gás, não representou mais do que 10,4% do consumo elétrico europeu no ano anterior. A capacidade eólica instalada na Europa é de 153,7 gigawatts e Portugal, juntamente com a Suécia, Dinamarca e Polónia, faz parte do grupo de países com mais de 5 gigawatts de potência, muito abaixo dos 50 gigawatts da Alemanha e dos 23 gigawatts da Espanha.

O consumo da energia eólica é uma realidade que é diferente em cada país e varia de acordo com a legislação, dimensão do parque eólico e existência de vento. Tendo em conta estes fatores, a Wind Energy colocou Portugal à frente no ranking de 2016, com 64% do consumo assegurado pela energia eólica. Segue-se a Espanha, com 50% e a Dinamarca, com 33% do consumo. Já a Alemanha encontra-se na sétima posição, apenas com 11% de consumo elétrico assegurado pelo vento.

Para além da energia eólica já ser essencial no abastecimento europeu, também é uma indústria responsável pela criação de milhares de empregos. Recorde-se que durante os dias 4 e 11 de Maio de 2016, num período de 107 horas, Portugal foi abastecido exclusivamente pelas barragens e eólicas, sendo-lhe atribuído o terceiro lugar na lista dos maiores momentos da ciência em 2016, pelo “The Guardian”.

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