Igualdade de género: qual o contributo dos Governos?

Defendida publicamente por vários responsáveis políticos e programas de Governo, a igualdade de género ainda tem um longo caminho a percorrer para ser uma realidade, mesmo na liderança em cargos públicos. É isso que mostra o Índice Mundial de Mulheres em cargos de liderança no setor público da EY.

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Igualdade de género: qual o contributo dos Governos?

Os dados falam por si. Só em quatro países do G20 é que as mulheres conseguiram alcançar um terço dos cargos de liderança em funções públicas, mostra o Worldwide Index of Women as Public Sector Leaders. Isto acontece mesmo sabendo que, em muitos casos, as mulheres constituem a maioria da força de trabalho nos serviços públicos.

Mesmo no Canadá, o país que está no primeiro lugar do índice, as mulheres ocupam apenas 45% dos cargos de liderança na administração pública.

O estudo começou a ser publicado pela EY em 2012 para avaliar o estado dos assuntos relacionados com a liderança feminina em cargos do setor público e, segundo o estudo mais recente, desde aí que já se notam melhorias. Conclui-se que os governos têm vindo a implementar medidas que pretendem reduzir esta diferença de géneros nos cargos de liderança, incluindo a publicação de legislação que promove a igualdade de oportunidades.

Alguns resultados são já visíveis. Aumentou o número de mulheres em cargos de liderança nos últimos três anos, um progresso que ainda assim é lento e desigual entre os vários países.

A importância do exemplo

Apesar das melhorias, a EY refere que é importante os governos liderarem pelo exemplo em matéria de igualdade de género, fazendo esforços para porem eles próprios em prática aquilo que defendem. Exemplo disso são as quotas, que acabam por ter reflexos no aumento do número de mulheres a ocuparem cargos de chefia no setor público.

Portugal é mencionado uma única vez neste estudo, como exemplo da forma como as políticas de austeridade penalizaram sobretudo os setores onde as mulheres têm um maior peso. É o caso da Saúde ou da Educação. Isso acabou por contribuir para a deterioração da situação das mulheres no setor público.

De qualquer forma, a EY em Portugal fala de progressos em termos de cargos de chefia assumidos por mulheres em entidades públicas. Num artigo publicado no Jornal Económico, são referidos os exemplos de Gabriela Dias, presidente da CMVM, Margarida Rosa, nomeada presidente da Autoridade da Concorrência ou Maria de Fátima Barros, à frente da ANACOM.

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