Growth hacking: o que é e como fazer?

Ganhar uma rápida notoriedade e registar taxas de crescimento elevadas é um fator crítico para a sobrevivência de muitas startups, mas nem sempre é uma tarefa fácil. Se a isso se aliar os baixos recursos, então, o cenário complica-se. A solução pode estar no ‘growth hacking’.

Publicado por Finanças | 0
Growth hacking: o que é e como fazer?

Mas, afinal, o que é o growth hacking? Este é um processo que permite experimentar e descobrir quais são os métodos e ferramentas que permitem dar uma rápida notoriedade a uma marca e proporcionar um rápido crescimento. O termo foi criado em 2010 por Sean Ellis - o próprio considerado um growth hacker que procurava uma designação para a sua função -, e surge associado às startups com poucos recursos para apostar em ferramentas dispendiosas.

Este processo tanto pode usar métodos convencionais como não-convencionais e envolve profissionais do marketing, engenheiros e até gestores de produto, todos com o objetivo comum de dar um forte impulso ao crescimento da marca.

Geralmente recorre-se a meios como as redes sociais, marketing viral, email marketing, SEO, testes A/B ou content marketing como alternativas menos dispendiosas do que os métodos tradicionais, caso da compra de espaço publicitário nos jornais, na televisão ou na rádio.

Como trabalha um ‘growth hacker’?

Um growth hacker é muitas vezes um marketeer com desafios diferentes de um marketeer tradicional, entre os quais:

1. Trabalhando em stratups têm muitas vezes o desafio de educar os consumidores para novos produtos ou serviços que estes nunca experimentaram;

2. As startups têm desafios de crescimento muito mais exigentes do que as empresas que já estão implantadas no mercado e os marketeers têm de acompanhar este ritmo com a dificuldade de partirem de uma base mais pequena;

3. O público-alvo é mais difícil de definir, bem como as suas motivações;

4. Os recursos são escassos para tantos desafios que as startups enfrentam.

Perante estas circunstâncias, é necessário juntar vários ingredientes para atingir o objetivo de rápido crescimento. E é essa a função dos growth hackers: conseguir encontrar a melhor combinação de meios, convencionais e não-convencionais, para atingir o objetivo final.

Exemplos de marcas associadas a processos de growth hacking são a empresa de armazenamento e partilha de arquivos Dropbox ou a plataforma de serviços de transporte Uber.

Partindo destes exemplos e do facto de estar muito associado a startups, é também fácil perceber que esta não é uma fórmula que dura para sempre, tendo de se ajustar às diversas fases de crescimento da marca ou mesmo da sua base de clientes e das respetivas necessidades.

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