Expansão da Mercadona em Portugal

Mercadona é uma empresa que atua na área do retalho alimentar, em Espanha, e assume-se como uma cadeia de supermercados líder no território espanhol. A empresa, com 80% de capital familiar, foi fundada em 1977 dentro do grupo Cárnicas Roig e desde 1981 que é dirigida por Juan Roig.

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Expansão da Mercadona

A retalhista conta com 1.587 supermercados e com 76 mil colaboradores e, no ano transato, o volume de negócios estimou-se em 20.831 milhões de euros.

A marca escolheu Portugal como país para a primeira internacionalização, escolha anunciada em junho do presente ano, pela proximidade geográfica e cultural.

Momentos importantes na trajetória da Mercadona

Projeto de expansão para Portugal

Com o plano de internacionalização e entrada no mercado português, a cadeia espanhola pretende investir, inicialmente, 25 milhões de euros e estima vir a criar, apenas na primeira fase de expansão, na ordem dos 200 postos de trabalhos diretos. Deste modo, a empresa retalhista encontra-se atualmente numa fase de contactos institucionais e de estudos de campo com vista à identificação dos locais apropriados às primeiras aberturas que se farão na Zona norte do país. Esta opção territorial prende-se, essencialmente, com a proximidade da Zona Norte ao espaço espanhol, facilitando a logística associada ao negócio.

O objetivo proposto da cadeia de supermercados será a abertura das primeiras quatro lojas no norte de Portugal, no ano de 2019, pelo que na busca deste objetivo a empresa retalhista conta já com alguns fornecedores portugueses de diversos bens de consumo, entre eles peixe, açúcar e azeite. Não esquecer que têm a vantagem competitiva de possuir produtos de marca própria já avaliados positivamente pelos consumidores espanhóis e com o devido reconhecimento no mercado do país de origem.

O mundo da distribuição é altamente competitivo, não só no que respeita a preços, mas também no que se refere à notoriedade que os consumidores reconhecem à marca. Há que considerar ainda que os protagonistas destes mercados são, em grande parte, empresas produtoras ou distribuidoras regionais ou nacionais, o que pode dificultar a chegada e implantação do grupo no território português. Ainda assim, sendo o mercado espanhol bastante semelhante ao português, onde existem já cadeias espanholas com bom grau de aceitação nacional, o grupo está otimista e acredita que a integração e recetividade da marca será um processo pacífico e rápido. 

O modelo de negócio assente na relação de confiança, proximidade, transparência e diálogo com o consumidor fará com que a expansão seja, gradual, consistente e que, seja, a seu tempo, aplicada a outros pontos do país.

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