Estimativas para a economia portuguesa em 2017 e 2018

Portugal não é esquecido pelas agências financeiras mundiais, assim como há várias entidades que seguem a economia portuguesa de perto. São vários os estudos que apontam para melhorias na economia portuguesa até ao próximo ano. O PIB poderá crescer para valores entre 1,2% e 1,7%, até ao próximo ano, motivos que podem fazer sorrir os portugueses. Conheça alguns destes estudos.

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Estimativas para a economia portuguesa em 2017 e 2018

1. Análise da Universidade Católica Portuguesa

De acordo com o último estudo da NECEP/ Universidade Católica, de janeiro, prevê-se um crescimento anual de 1,7%, em 2017. Estas boas notícias advêm de um clima económico favorável que foi criado pela redução da taxa do IVA na restauração, em julho passado, e da restituição dos vencimentos da função pública, em outubro. Depois de se regressar à normalidade económica, supõe-se que o crescimento siga moderado, na expectativa de um PIB para 2018 e 2019 com um aumento de cerca de 1,4%.

A próxima revisão da conjuntura económica de Portugal será publicada em abril.

2. Análise da Bloomberg

Segundo a agência financeira Bloomberg e de acordo com previsões de 25 economistas consultados, o PIB português tenderá a subir neste ano e no próximo. Para 2017, prevê-se a subida do PIB para 1,5% e para 2018 aponta-se um crescimento para os 1,3%. Boas perspetivas que também afetarão a taxa de desemprego, que depois de cinco anos difíceis, deverá ficar abaixo dos 10% já no segundo semestre de 2017, descendo gradualmente até ao terceiro trimestre de 2018.

A taxa de desemprego continua a ser uma preocupação para a economia portuguesa, apesar de algumas melhorias que se têm vindo a sentir. Com uma taxa de 10,2% no primeiro trimestre de 2017, estima-se que no verão desça para 9,9%, caindo gradualmente até atingir os 9,1% no terceiro trimestre de 2018. Em termos médios, 2017 terá uma taxa de desemprego de 10, 3% e 2018 deverá fixar-se em 9,5%.

Razões de alívio que compensarão a inquietude que o agravamento do défice trará. Para o défice orçamental, as previsões são mais negativas. Deverá ocorrer um agravamento para os 2,6% acima das previsões do Governo de 1,6%. 

3. Análise do Banco de Portugal

Estas considerações otimistas eram já esperadas pelo Banco de Portugal que em dezembro de 2016, no seu Boletim Económico, estimava que o Produto Interno Bruto (PIB) deveria chegar a 1,4% em 2017, provavelmente estabilizando o seu ritmo de crescimento em 1,5% até 2019. Apesar da recuperação lenta da economia, não será possível reverter o período negativo de 2010-2013 devido ao grande endividamento dos setores público e privado, à evolução demográfica adversa (envelhecimento da população e redução da taxa de natalidade), aos números do desemprego e à balança comercial sensível.

No final de março, o Banco de Portugal publicará um artigo com a atualização da projeção para a economia portuguesa.

A recuperação da economia é consensual em todos os estudos, embora os valores oscilem. Se não houver fatores desestabilizadores dos mercados, a recessão será uma palavra esquecida da mente dos portugueses, num futuro próximo. 

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