A moda do DIY ajuda a poupar?

Nos últimos anos, talvez pela crise, o DIY foi enfatizado, criando-se um negócio ao redor do faça você mesmo. Mas, realmente poupa-se sempre se o fizermos nós mesmos?

Publicado por Finanças | 0
do it yourself para poupar

O que significa DIY?

DIY são as siglas da expressão “Do It Yourself”, utilizada no mundo anglo-saxónico. Engloba toda a cultura do "faça você mesmo”, ou seja, a fabricação, elaboração ou reparação de qualquer coisa de forma autónoma. Podem existir muitos motivos para a realização deste tipo de trabalhos. Muitas pessoas simplesmente pretendem encontrar uma forma de poupar. Outras, para além zelar pela economia doméstica, procuram um passatempo. Uma forma de passar um bom momento e aprender. As áreas onde poderá utilizar o DIY para poupar só estão limitadas pela sua imaginação.

Restauros, decorações e construções

Onde é muito habitual aplicar a filosofia DIY é nos arranjos e nas obras caseiras. Pequenos trabalhos simples ou verdadeiras reformas, tudo é possível. O habitual é que ganhe ânimo inicialmente com pequenas coisas. É o normal, e quase todas as pessoas ficam por esse nível. Quase todos instalámos alguma vez um candeeiro ou pintámos paredes. Algo menos habitual, mas também possível, é restaurar um móvel antigo da família ou fazer as vezes de canalizador com um lavatório estragado. Também existem aqueles mais valentes que se atrevem com quase tudo que lhes aparece à frente. Lembre-se que para obras de certa envergadura é imprescindível contratar profissionais. Para sua segurança e para garantir o cumprimento da lei, embora isso custe mais dinheiro do que se for você mesmo a fazer.

Elaboração de objetos

Juntamente com os "remendos" mencionados no ponto anterior, os trabalhos manuais são os reis do DIY. Pode ganhar ânimo elaborando pequenos objetos decorativos ou atrever-se com móveis de certa envergadura. Também pode confeccionar roupa, costurando-a ou tecendo-a você mesmo. Outra boa ideia é fazer você mesmo os presentes para familiares e amigos. Se lhes dedicar esmero e carinho, todas as pessoas irão apreciar o tempo que ocupou na elaboração do presente. Pode ser que até o valorizem mais do que o dinheiro que possa gastar numa loja. Nem sempre fica mais barato fabricar este tipo de objetos, mas às vezes vale a pena apesar da despesa.

Onde aprender técnicas de DIY

Para realmente poupar dinheiro, existe um recurso ao alcance de todos. É o lugar onde pode encontrar informação de todo o tipo sobre o DIY para aprender gratuitamente: a Internet. Hoje em dia é quase impossível não encontrar um manual sobre aquilo que pretende fazer. Apenas precisa terá de dedicar algum tempo a encontrar informação de qualidade. Muitas vezes é publicada informação que deixa bastante a desejar. Procure sites comprometidos em proporcionar guias úteis e comprovados. Também pode pesquisar sites escritos diretamente por profissionais do setor, que conhecem e têm experiência nos temas que tratam. Se o seu objetivo é simplesmente fabricar algum objeto de pouca importância e que não pressuponha a utilização de ferramentas perigosas, não se deve preocupar muito em cometer algum erro. Mas se a sua intenção é fazer algo que implique um grande desembolso económico ou que possa pôr em risco a sua integridade física, o melhor é assegurar-se primeiro de que será capaz de o fazer. Se não se sentir preparado, o melhor é contratar um profissional ou comprar esse objeto.

Quando o DIY pressupõe uma poupança

Muitas vezes vale a pena. Algumas tarefas simples são mais rápidas quando são feitas por nós ou não pressupõem realmente um desembolso económico. Por outro lado, contratar um profissional para estas tarefas ou comprar o elemento pode ser mais caro e/ou requerer muito tempo de pesquisa. Não se deve ter apenas em conta o dinheiro que sai do nosso bolso. Também depende do valor que damos ao nosso tempo ou se dispomos dele.

Um exemplo de mau investimento

Coloquemos como exemplo uma camisa. Pode chegar a encontrar panos de camisa a partir de 5 € o metro, aproximadamente. Por outro lado estão os custos do fio, da máquina de costura e das tesouras. Também deve ter em conta o tempo que vai dedicar a confecionar a camisa. Comprar uma peça de roupa como esta é muito fácil e normalmente tem um preço de pelo menos 20 €. Poderá chegar a encontrar camisas a um preço mais baixo, mas não é habitual. É complicado fazer um cálculo exato do que custa confecioná-la você mesmo, mas não é difícil chegar à conclusão de que será a opção mais cara. Se normalmente não faz costura, não vale a pena comprar todos os elementos necessários. Além disso, convém não esquecer que o tempo de dedicação também possui o seu valor. Se é uma pessoa muito ocupada o melhor é ir diretamente à loja e comprar a camisa.

Conclusão: há casos em que vale a pena e noutros casos em que não

É impossível fazer um cálculo exato da opção DIY. Aquelas tarefas rápidas e que não requerem muito investimento, costumam ficar mais baratas se as fizermos nós mesmos. Em qualquer outro caso a variável que vai determinar realmente se vale a pena o DIY é o tempo livre de que dispõe e o dinheiro que está disposto a gastar.

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