Qual é a diferença entre um empréstimo e um crédito pessoal?

Pode haver situações em que precisamos de dinheiro, não de uma grande quantia, mas do suficiente para cobrir uma despesa pessoal inesperada. Fazemos as contas e a alternativa é recorrer a uma instituição financeira. Mas será que precisamos de um empréstimo ou de um crédito pessoal? As duas expressões são usadas com frequência e é comum ouvir versões contraditórias. Será que existe realmente diferença entre um conceito e outro? No fundo, o significado é o mesmo: trata-se de contrair uma dívida, pedindo dinheiro a uma instituição financeira para um determinado fim, dinheiro esse que terá de ser devolvido ao credor mediante determinadas condições. O crédito pessoal é uma das modalidades de crédito aos consumidores, ou seja, empréstimos a particulares com montantes entre 200 e 75.000 euros para fins que excluem a compra de habitação ou fins comerciais e profissionais. No caso do crédito pessoal, o que está em causa é o financiamento de despesas de saúde, educação, lar, energias renováveis ou locação financeira de equipamentos. Mas não só. Há também crédito pessoal sem finalidades específicas.

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O que tem de avaliar antes de pedir um crédito pessoal?

Saber se é preciso um crédito pessoal e não um outro tipo de crédito é apenas uma das avaliações que é necessário fazer. De seguida, é importante conhecer em detalhe as condições do crédito. Esta informação consta da Ficha de Informação Normalizada, que o banco disponibiliza.

Nesta ficha são disponibilizadas todas as informações importantes para fazer a avaliação consciente das condições e tomar uma decisão informada. É importante tomar nota do seguinte:

Montante: qual o dinheiro que o banco vai emprestar.

- Duração: durante quanto tempo vai durar o contrato, findo o qual ficará liquidado o empréstimo.

- Valor das prestações: que dinheiro é necessário colocar de parte para ir pagando ao banco.

- Garantias exigidas: para dar acesso ao crédito pode ser exigido, por exemplo, seguros, fiador ou reserva de propriedade.

- TAN: qual é taxa anual nominal, ou seja, a taxa de juro expressa numa percentagem fixa ou variável aplicada numa base anual ao montante do crédito utilizado. No caso de ser taxa variável deve indicar o indexante e o spread.

- TAEG: qual é a Taxa Anual Efetiva Global, ou seja, a percentagem do montante do empréstimo que inclui encargos com juros, comissões, despesas, impostos e seguros. Esta é a taxa que vai permitir avaliar o custo total do crédito. Há valores máximos para a TAEG, que variam consoante a finalidade do crédito e que são fixadas trimestralmente pelo Banco de Portugal e divulgadas no Portal do Cliente Bancário.

- Comissões: que comissões é preciso pagar no início do processo ou no decorrer do contrato. No caso de fazer um reembolso antecipado, é importante saber quais as comissões a pagar.

- Custos em caso de falta de pagamento: quais são os custos a comportar caso não haja capacidade para pagar uma ou mais prestações?

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