Dados económicos no 2016 das denominações de origem dos vinhos de Portugal

A pertença à União Europeia trouxe alguns constrangimentos, mas também alguns meios protecionistas ao setor vitivinícola.

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Dados económicos no 2016 das denominações de origem dos vinhos de Portugal

Denominação de Origem

Para salvaguardar a origem dos vinhos, foi criado o conceito de Denominação de Origem, um título que garante que o vinho foi produzido naquela região, portanto sob características específicas (fatores naturais e humanos) que lhe conferem particularidades inimitáveis e que por isso o tornam numa proposta única e diferenciadora.

Estes vinhos são sujeitos a elevados controlos de qualidade ao longo de toda a produção. Há dois tipos de denominação de origem:

- Denominação de Origem Protegida ou DOP - é uma designação comunitária que protege os vinhos de acordo com a regulamentação.

- Denominação de Origem Controlada ou DOC - é uma designação para vinhos provenientes das regiões produtoras mais antigas do país e, por isso, sujeitos a várias normas (características dos solos, castas, vinificação, colheitas, engarrafamento).Todos os vinhos têm de ser submetidos a uma prova, teste e aprovação oficiais.

Os produtores não estão obrigados a produzir vinho com Denominação de Origem, mas a maioria opta por fazê-lo pelos benefícios que o posicionamento da marca lhes traz: preço mais elevado; reconhecimento da qualidade para o consumidor; desenvolvimento do território a que pertencem; incremento do turismo; projeção internacional. Portugal não tem marcas mundiais, mas tem Denominações de Origem reconhecidas internacionalmente.

Associativismo

Com o intuito de promover os vinhos portugueses com Denominações de Origem Vitivinícolas Portuguesas além-fronteiras nasceu a ANDOVI, a Associação Nacional das Denominações de Origem Vitivinícolas. Portugal tem 31 DOC/DOP. Exemplos de Denominações de Origem: Vinho do Porto (desde 1756), Vinho do Dão (1908).

Prémios 2016

Todos os anos, vinhos portugueses são galardoados em certames nacionais e internacionais. A juntar a isso, publicações de renome contemplam-nos nas suas escolhas vínicas, o que atesta a qualidade da nossa produção vitivinícola. Muitos foram os vinhos reconhecidos em 2016; abaixo poderá encontrar algumas sugestões para degustar:

1. l  Vinho do Ano, pela revista WINE – A Essência do Vinho: Dona Maria Grande Reserva 2011 (DOC Alentejo), Júlio Bastos

2. l  Top 100 dos melhores vinhos 2016, pela Wine Spectator

- 46.º Quinta do Cabriz, colheita de 2014 (DOC Dão)

- 50.º Evel 2014 tinto, Real Companhia Velha (DOC Douro)

- 69.º Carm Reserva tinto de 2012  (DOC Douro)

- 80.º Lemos & van Zeller Quinta Vale D. Maria de 2013 (DOC Douro)

O vinho na economia

Em abril de 2016, o Instituto Nacional de Estatística apresentava um estudo sobre a exportação de vinhos portugueses. Concluía-se que a quantidade exportada reduziu, em contrapartida o valor por litro dos vinhos exportados subiu 26%, que no primeiro trimestre de 2016 correspondia a 2,70 euros/ litro.

As exportações de vinhos têm aumentado. O Vinho do Porto (DOP) é o principal produto exportado, isto é, figura 42,6% do valor total das exportações de vinhos em 2015. Em segundo lugar, aparece o Vinho Verde (DOP). Os principais destinos de exportação são os Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.

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