Contribuições para a segurança social sobem e refletem melhoria do emprego

Portugal está a criar emprego. Esta é a conclusão do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social quando olha para as contribuições para a Segurança Social, que subiram 7,85% em julho deste ano.

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Contribuições para a segurança social

Portugal está a criar emprego. Esta é a conclusão do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social quando olha para as contribuições para a Segurança Social, que subiram 7,85% em julho deste ano.

“Há um aspeto (…) que é absolutamente essencial: nós estamos numa fase de criação de emprego intensa. Eu tenho uma observação privilegiada, porque tenho a pasta da Segurança Social e do Trabalho, portanto acompanho todos os meses a evolução das contribuições para a segurança social e, nos dois últimos meses, elas cresceram mais de 7%, no último mês cresceu 7,85%.”

Esta foi a afirmação do ministro António Vieira da Silva em entrevista ao Diário de Notícias e à TSF, chamando à atenção para as mudanças que estão a acontecer no mercado de trabalho português.

“É um sinal e isso já não acontecia há muitos anos. Este mês as contribuições cresceram 7,85%, o valor acumulado está em 6,2% e a estimativa orçamental era de 4,2%. Isto quer dizer que a massa salarial está a crescer a um ritmo que já não acontecia há muito tempo. Quando cresce a massa salarial cresce o emprego e os salários, ou uma coisa ou outra, neste caso são as duas em combinação”, afirmou o ministro.

Mercado de trabalho melhora indicadores

Numa altura em que muitas previsões antecipam que Portugal poderá crescer acima dos 2,5% em 2017 (LINK), os dados mostram que esta melhoria do cenário macroeconómico está de facto a ser acompanhada pelo mercado de trabalho.

Vários são os indicadores que mostram esta tendência, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatísticas relativos ao segundo trimestre:

- A taxa de desemprego está no valor mais baixo desde 2009, tendo caído para 8,8% no segundo trimestre de 2017, valor que representa uma queda face aos 10,8% registados no mesmo período do ano passado.

- Do primeiro para o segundo trimestre, a população desempregada registou um decréscimo de 62.500 pessoas, o que representa uma redução de 11,9%, para um valor estimado de 461.400 desempregados. Comparando com o segundo trimestre de 2016, a queda foi de 17,5% (menos 97.900).

- A população empregada, por outro lado, registou o maior aumento homólogo desde o quarto trimestre de 2013, tendo aumentado 3,4% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado.

- O desemprego de longa duração baixou de 6,9% para 5,2%.

- A taxa de desemprego entre os jovens baixou de 26,9% para 22,7%.

Segundo o ministro Vieira da Silva, esta mudança está a fazer-se sentir em vários setores de atividade: “(…) quer na indústria, quer nos serviços, quer no turismo, quer nas atividades sociais está a haver um crescimento do emprego”, afirmou o responsável pela pasta da Segurança Social, prometendo dar condições especiais às empresas que contratem jovens e desempregados de longa duração ao mesmo tempo.

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