Conselhos para vender a tua habitação sem perder dinheiro

Não há dúvida, agora é o momento de adquirir habitação. O ciclo da economia começa a reverter a situação de imobilismo que reinou durante os anos da crise e, tal e como poderás observar nas últimas tendências de compra e venda, o mercado imobiliário começa a agitar-se. Os diferenciais bancários estão muito em baixo e o preço do dinheiro também. Embora o crédito comece a fluir com muita timidez, para os interessados em adquirir uma casa nova ou para quem desejar com todas as suas forças desfazer-se de um imóvel sem perder dinheiro, aqui te deixamos uma lista de conselhos. Adapta-os às tuas necessidades atuais, mas pensa que, num futuro, os teus papéis podem inverter. Sendo comprador ou querendo vender a tua habitação, eles ajudar-te-ão.

Publicado por Finanças | 3
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1. Espera que os preços recuperem e a economia melhore

Se puderes. A urgência em vender e conseguir liquidez económica ocasiona, em muitas famílias, a perda de património e poder aquisitivo. O motivo já o conheces. Se compraste uma habitação na altura conhecida como ¿época das vacas gordas¿, com hipotecas a 100 e 120%, diferenciais bancários altíssimos, cláusulas-teto e preços em pleno auge da efervescência, agora, com os problemas que a crise deu, podes encontrar-te numa situação crítica. Precisas de a vender urgentemente e a única maneira passa por descer o preço e perder dinheiro. É uma pena, mas é assim.

A tua habitação não se revalorizou. Pelo contrário. Não há fórmula de ganhar dinheiro com esse investimento, a não ser que chegue um golpe de sorte de um raro comprador que se apaixone pela tua habitação e a queira comprar a qualquer preço.

Se és daqueles que podem esperar por vender até a economia estabilizar e os preços voltarem a subir, aproveita. Certamente que um dos motivos pelos quais te decidiste a comprar em bruto foi considerar que se tratava de um bem de reserva. Não te garantimos que recuperes o preço pelo qual a adquiriste, mas, pelo menos, evitarás um desastre.

Se, por outro lado, te mudares, também podes esperar pela recuperação dos preços: aluga a tua habitação e tira rendimento dela. A casa será sempre tua e entretanto podes ir tirando proveito do teu investimento até que apareçam compradores dispostos a satisfazer os teus preços de venda.

2. Coloca a venda nas mãos de agentes especializados

Eles, melhor que ninguém, conhecem o estado do mercado na atualidade. Principalmente, perante a competência feroz que existe por parte de instituições bancárias que, em época de crise, tiveram que se dedicar de corpo e alma a este setor para dar saída aos seus ativos, por falta de pagamento de hipotecas e penhoras.

3. Contrata um avaliador oficial

Parece que o preço da habitação, pouco a pouco, começa a recuperar após ter chegado aos níveis mais baixos. Só no segundo trimestre de 2015 o preço da habitação subiu 5,76%, um crescimento que dá mostra da variação do preço, de um mês para o outro. Assim o indica a Universidade Pompeu Fabra, no seu XXII Relatório sobre o Mercado da Habitação. Não te deixes levar por perceções subjetivas e solicita a um avaliador oficial para ver o estado da tua casa. São muitos os elementos que contam e somam (ou diminuem) na altura de fixar o preço.

4. Atento aos diferenciais da tua hipoteca

O mesmo relatório indica que as hipotecas, no nosso país, subiram 3,1% e a média de crédito concedido situa-se em torno dos 92.000 euros. Com a Euribor ainda a descer e a aproximar-se do 0, o dinheiro é, oficial e praticamente, dado. São os bancos que fixam as taxas da sua rentabilidade através destes diferenciais. Faz contas e aumenta o preço de venda. Deverás vender a tua habitação a partir desse preço, para não perder dinheiro. Amortizaste parte do teu empréstimo? Foste penalizado? Faz contas.

5. Certifica-te de que a tua habitação seja vendável

Fixa-te nos seguintes fatores, no momento de a adquirir:

- Sem elevador: as habitações que exijam subir escadas costumam não se revalorizar (embora isso também dependa da zona e dos usos que se lhes queiram dar). Mas, geralmente, as pessoas que compram uma casa fazem-no pensando na ideia de que, provavelmente, viverão ali até à a sua reforma. Subir escadas não é o mais cómodo, com carrinhos de bebé ou com compras, nem para as maleitas da velhice.

- Propriedade muito deteriorada, subúrbios, sem serviços perto (escolas, supermercados, hospitais, parques, transporte público...). Ainda fica a esperança de que deem à zona o impulso de que ela necessita, para revalorizar os preços.

- Interiores pouco luminosos: os compradores costumam fugir deste tipo de habitações. Preferem as casas bem orientadas para a luz natural.

Tem em conta todos estes fatores e dá uma boa saída às tuas poupanças!

COMENTÁRIOS

  • 3

    25/04/2018 15:30 HORAS

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  • 2

    25/04/2018 15:29 HORAS

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  • 1

    25/04/2018 15:29 HORAS

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