Como calcular o salário líquido?

O salário líquido é o valor que o trabalhador recebe em troca do seu trabalho, depois de contabilizados todos os impostos a pagar e os subsídios, prémios e outras ajudas a receber. Ou seja, o salário que é atribuído todos os meses ao trabalhador, sendo aquele com que pode contar para gerir o seu dia-a-dia.

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Calcular salário liquido

Online é possível encontrar vários simuladores que ajudam a calcular o salário líquido. Ao utilizar estes simuladores é importante garantir que estes têm as tabelas de IRS atualizadas e que estão contemplados os impostos extraordinários - caso da sobretaxa de IRS que ainda está em vigor.

O cálculo do salário líquido tem sempre em conta os seguintes elementos:

- Valor do salário base

- Setor: Público e Privado

- Estado civil: Não casado, Casado com 1 titular, Casado com 2 titulares

- Nº de dependentes

- Regime: geral ou deficiente

- Valor e tipo de subsídio de refeição: dinheiro ou cartão/vale de refeição

- Subsídios em duodécimos

Quais são os impostos que recaem sobre os salários?

Com todos estes elementos em mãos é preciso juntar a tabela do Imposto sobre o Rendimento Singular, ou IRS, que é aplicado sobre o valor do salário base. O IRS  tem vários escalões e a cada escalão é atribuída uma taxa, que pode sofrer alterações de ano para ano. Para o cálculo do IRS entram elementos como a região da morada (Portugal continental, Açores e Madeira), o estado civil, o número de dependentes ou situações de incapacidade.

Para além do IRS é preciso contabilizar os pagamentos da sobretaxa de IRS, nos casos em que ainda se aplica. Depois, é necessário fazer os cálculos dos pagamentos à Segurança Social. A Chamada Taxa Social Única, ou TSU, é paga de forma repartida entre empresa e trabalhadores, que pagam 23,7% e 11%, respetivamente, sobre o valor do salário bruto.

É ainda importante tomar nota que todos os subsídios, prémios e ajudas atribuídos ao trabalhador estão sujeitos ao pagamento de IRS, com algumas exceções. Por exemplo, se o subsídio de refeição for pago em dinheiro não há lugar ao pagamento de imposto, caso o valor não ultrapasse os 4,27 euros. Já se o pagamento for feito por cartão ou vale de refeição, esse limite passa para 6,83 euros. 

No caso do pagamento de quilómetros e ajudas de custo, sempre que o trabalhador faz deslocações ao serviço da empresa, também não há lugar à cobrança de imposto se não forem ultrapassados certos limites: 0,36 euros por quilómetro, no primeiro caso, e um mínimo de 39,83 euros por dia, no segundo caso. A parte que exceder o limite legal é tributada.

Com todos estes fatores em conta e partindo do salário base, é possível apurar o salário líquido.

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