Como abrir uma conta no estrangeiro?

Por motivos de trabalho, porque decidem estudar noutro país ou porque simplesmente querem ter uma parte do seu património noutro país, pode ser necessário abrir contas bancárias no estrangeiro. Esse direito não pode ser negado pelo simples critério de residência no caso de outros países da União Europeia, mas já fora da região o processo pode ser mais complexo.

Publicado por Finanças | 0
Abrir conta no estrangeiro

Abrir conta nos países da União Europeia

As regras ditam que os cidadãos da União Europeia têm o direito de abrir uma conta em qualquer país da região, mesmo que não sejam residentes nesse país. Este direito diz respeito à abertura de contas bancárias de base e não pode ser negado pelos bancos. Já nos casos de abertura de outro tipo de contas, como as contas poupança, este direito não se aplica.

Entende-se por conta bancária de base, uma conta onde seja possível depositar e levantar dinheiro, fazer transferências e também onde seja possível receber ou efetuar pagamentos, caso dos pagamentos com cartão.

Ainda que os bancos da UE não possam negar o direito de abrir conta a um cidadão residente noutro país da região, a decisão de abertura de conta é sempre uma decisão comercial da instituição bancária. Pode acontecer que o banco exija uma demonstração de “interesse genuíno” em abrir conta, mas não deve criar demasiados entraves a este direito. No entanto há casos em que a abertura de uma conta de base pode ser negada:

- Se a pessoa já for titular de outra conta de base numa outra instituição bancária do mesmo país;

- Se não respeitar as regras comunitárias no que diz respeito ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.

Nos casos em que há recusa, os visados podem pedir uma declaração por escrito em que o banco tem de justificar o motivo da sua decisão. 

Abrir conta em países fora da UE

É também possível abrir conta em países fora da União Europeia. Nestes casos, cada país tem as suas regras e até cada banco pode ter as suas regras. Como ponto de partida, é bom estar preparado para um processo difícil sobretudo quando não se tem residência no país.

Não sendo uma tarefa impossível, é bom estar preparado para o conjunto de documentos que serão exigidos, como é o caso do comprovativo de residência, documento de identidade, comprovativo de rendimentos ou mesmo declaração a comprovar que não há dívidas fiscais. Outro dado importante a ter em conta é a possibilidade de serem cobradas comissões bancárias em contas de não residentes. 

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