Cartões revolving: são para mim?

Muito se tem falado, de há algum tempo a esta parte, dos cartões revolving. Trata-se de um produto relativamente recente e que tem alguns aspetos desconhecidos para o grande público. Uma certa desinformação envolve as especulações acerca dos cartões revolving. De facto, este conceito aparece ligado nalgumas ocasiões ao rótulo "produto tóxico". O facto é de que os cartões revolving existem já há algum tempo entre nós e há pessoas que fazem uso deste produto financeiro pelas suas necessidades pontuais de dinheiro. Pela nossa parte, vamos tentar contribuir para esclarecer um pouco o que são os cartões revolving. Como aforrador, com certeza que estará interessado em conhecer qual o seu funcionamento e outros detalhes, pelo que vamos tentar fornecer alguns dados relevantes sobre os mesmos.

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Quais são as caraterísticas dos cartões revolving?

Em primeiro lugar, convém dizer que uma boa maneira de definir os cartões revolving é compará-los com outros produtos financeiros idênticos, que lhe serão familiares. Desta maneira, a comparação servir-nos-á para lhe explicar algumas semelhanças e algumas diferenças.

Basicamente, temos que começar por comparar os cartões revolving com os empréstimos pessoais. De facto, a expansão destes cartões está associada à crise económica que o país atravessou a partir de 2008. Essa crise estrutural complicou o acesso aos empréstimos pessoais por parte de muitos utilizadores.

Portanto, vale a pena começar pela diferenciação entre os empréstimos pessoais e os cartões revolving:

- São parecidos, pois o crédito disponível não está associado a compras concretas. A nível físico, por outro lado, o produto é idêntico aos cartões de crédito.

- Recebe um empréstimo autêntico, uma vez que obtém acesso ao crédito ao consumo e paga juros. Em traços largos, o banco dá-lhe ou um empréstimo ou uma linha de crédito. Tem à sua disposição o dinheiro no cartão revolving e nas caixas.

- Outra diferença no que diz respeito ao empréstimo pessoal consiste em que o dinheiro que paga pelo prazo mensal reintegrará a quantia inicial do empréstimo e estará já disponível para si. Portanto, este reembolso vai ser transformado em crédito disponível no que diz respeito ao capital desembolsado, isto é, com a dedução dos juros associados.

- Por último, há outras diferenças que vão chamar a sua atenção. O cartão revolving não lhe dá um prazo e uma quantidade de prazos definida. Teoricamente, o seu crédito é ilimitado e por tempo indefinido, uma vez que o reembolso dá continuidade ao empréstimo. Não utilizá-lo, por outro lado, não pressupõe um obstáculo para ter à sua disposição um valor em dinheiro. Os pagamentos, neste aspeto, estão relacionados com as despesas anuais.

Vantagens e desvantagens dos cartões revolving

Uma das vantagens principais, como já referimos, consiste em poder fazer face ao pagamento diferido através de uma prestação fixa. No entanto, também convém conhecer em primeira mão como funcionam os cartões revolving para fazer uma boa utilização dos mesmos:

- Em primeiro lugar, podemos aconselhar que só os deve utilizar quando tiver a certeza de que a operação vai ser rentável ou se pedir o adiamento dos pagamentos de uma compra.

- Terá que prestar especial atenção aos juros, que nestes casos são muito altos e que podem chegar a oscilar entre 15 e 30%. Também deverá ter em conta que a sua TAEG é superior à dos cartões de crédito, o que afetará negativamente o pagamento de juros. Em qualquer caso, estas condições devem ficar claramente explícitas no contrato que assinar.

Definitivamente, os cartões revolving permitem-lhe fazer compras sem ter dinheiro em numerário, mas a pertinência do seu uso reduz-se a compras extraordinárias pela sua quantia ou, concretamente, pelo tipo de despesas.

Algumas precauções sobre os cartões revolving

É conveniente estar informado acerca dos aspetos mais desconhecidos dos cartões revolving. Sobretudo, leia minuciosamente o contrato e não aceite que lhe neguem informação por escrito. Coloque uma atenção especial nas letras pequenas.

Deve utilizar os cartões revolving com grande prudência, uma vez que os pagamentos diferidos podem implicar que deixe de ser consciente do valor total que terá que pagar.

Portanto, tome as precauções necessárias dado que, nalgumas ocasiões, é altamente desaconselhável recorrer a este sistema de amortização. Os cartões revolving podem transformar-se numa opção cara e recorrer a eles pode provocar um sobre-endividamento perigoso.

Definitivamente, informe-se minuciosamente sobre as condições dos cartões revolving e faça um uso adequado dos mesmos. O importante é que a sua capacidade de poupança não sofra uma diminuição.

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