7 palavras para nos educarmos em finanças

A educação financeira como garantia de um futuro melhor para o seu dinheiro. Todas as pessoas têm capacidade para poupar. Porque é que se deve preocupar com o seu dinheiro? Simplesmente, porque depende do dinheiro para viver. A crise ensinou-o a olhar para cada euro que recebe e gasta e dar-lhe um valor que antes, como cidadão, se apercebia. A educação financeira surge, então, como uma ajuda fundamental para entender o que é, o que lhe está associado e como pode gerir melhor o seu dinheiro. Não há melhor educação financeira do que conhecer alguns conceitos básicos de economia e encontrar um bom acompanhamento profissional. Inicialmente, deve aceitar uma situação que a muitas pessoas lhes custa entender: poupar é sempre possível e todos somos capazes de o fazer. Inclusivamente, apesar de pensar que o seu salário é muito limitado e não o pode fazer. É o primeiro passo para dar início a uma boa relação com o dinheiro que controla.

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Educação financeira para obter grandes resultados económicos

A poupança constante, graças à sua capacidade acumulativa, leva-o a resultados surpreendentes. Vejamos um exemplo claro: se um ano tem 52 semanas e em cada uma dessas semanas poupar o valor correspondente em euros (1 euro, na primeira semana; 2, na segunda; e 52, na última); no fim do ano vai atingir um valor significativo: 1.378 euros. Um valor adequado para pagar as férias que sonhou, dar um presente especial, investir no banco, fortalecer a sua futura reforma ou, talvez, criar um fundo para situações imprevistas. Em suma, os pequenos esforços diários levam a grandes resultados, sem esquecer o grau de satisfação pessoal suplementar.

Não há nada melhor que diferenciar ideias básicas, tais como o ativo (aquilo que traz o dinheiro ao nosso bolso) e o passivo (o que nos tira o dinheiro da carteira) para fortalecer a sua educação financeira e a economia familiar. Algumas linhas básicas que deve seguir são a elaboração de um orçamento, onde vai detalhar os rendimentos disponíveis e as despesas existentes. Terá que gerar receitas adicionais e eliminar despesas constantes e desnecessárias as quais, da mesma forma do que sucede com a poupança, têm um efeito acumulativo, mas ao contrário.

O controlo das contas, no âmbito pessoal e profissional, com uma mentalidade responsável vai ajudá-lo a melhorar o presente e alcançar um futuro com maiores garantias. Também deve integrar na vertente económica um conceito como o da sustentabilidade o qual, em muitas ocasiões, só aplicamos no âmbito ambiental. Deve evitar viver acima das suas possibilidades e ter uma mentalidade pró-ativa. Deverá pensar sempre que as melhores ações devem permitir que uma despesa ou um investimento atual vão gerar novos rendimentos para os anos seguintes.

7 conceitos de cultura financeira que todos devemos conhecer

A seguir, apresentamos 7 dos conceitos mais habituais que vão ajudá-lo a entender a economia do seu dia-a-dia:

1. Crédito

Dinheiro concedido por uma instituição financeira e que deve ser devolvido com juros (quantia de dinheiro adicional que terá que pagar) e num determinado prazo.

2. Euribor

Preço do dinheiro ao qual as instituições bancárias da Zona Euro compram e vendem o dinheiro entre si.

3. IPC

O Índice de Preços ao Consumo informa-lhe sobre o valor dos produtos e serviços que precisa para viver e permite-lhe conhecer a sua evolução no tempo. Se o IPC subir, existe inflação (preços mais altos); e, se o IPC descer, existe deflação (preços mais baixos).

4. Empréstimo hipotecário

Trata-se de um contrato no qual um imóvel (uma habitação, por exemplo) atua como garantia de pagamento do dinheiro que deve. Se não pagar o que deve, perde o bem hipotecado.

5. Prémio de risco

Mede o risco da falta de pagamento entre países. Um maior prémio reflete a maior dificuldade de um país para fazer frente aos seus pagamentos. A Alemanha é o país de referência na Europa para calcular o prémio, por ser considerado o mais solvente.

6. Cartão de débito

Implica o pagamento direto e imediato na sua conta, que deve ter saldo suficiente. É um cartão diferente do cartão de crédito, o qual adia o pagamento no tempo, não havendo necessidade de ter, nesse momento, dinheiro na conta e que pressupõe um custo adicional, uma vez que deve pagar os juros ou as comissões associadas ao cartão.

7. TAE

Taxa Anual Efetiva, ou seja, a rentabilidade que vamos obter, ano após ano, pelo dinheiro depositado no banco.

Este breve guia das finanças pessoais baseia-se na educação financeira, na prudência e no acompanhamento profissional. Sabemos que o dinheiro ou os bens que soube acumular são fruto de muitos anos de trabalho e sacrifício pessoal. Todos conhecemos casos de quem perdeu esse património por decisões pouco pensadas e mal planeadas.

Definitivamente, encontrará uma maior tranquilidade se atender às recomendações dos especialistas. Procurar um banco de confiança é o primeiro passo para acertar e evitar aventuras arriscadas e com um final incerto.

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